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Manual do usuário

Este manual é para quem usa o CEBI Tester para validar uma versão. Não é preciso saber programar nem abrir terminal: tudo acontece numa página do navegador.

Para instalar pela primeira vez, veja a página Manual de instalação. Para atualizar uma instalação existente, Manual de atualização.

1. O que o CEBI Tester faz

Ele executa, sozinho, os casos de teste já catalogados contra um ambiente de cliente, recolhe evidência de cada passo e diz, ao final, se a versão está apta a ser liberada.

A pergunta que ele responde não é "a tela abriu?", e sim: o processo de negócio funcionou do início ao fim, e o que ficou gravado está correto?

Quem decide o veredito é a medição — não há opinião no meio.

2. Entrar

Abra o endereço do CEBI Tester no navegador (por padrão http://localhost:4480; num servidor interno, o endereço que a TI informar).

Na primeira vez ele pergunta de qual time você faz parte:

Tela de entrada, com os times SSB, SFI, STM e Folha

Escolha SSB. Os demais times ainda não têm casos catalogados e aparecem como "em breve".

A escolha fica guardada neste navegador: nas próximas vezes a página abre direto em Executar. Para trocar, use o botão trocar, ao lado de "Time SSB", no alto da tela.

3. As cinco abas

Aba Para quê
Executar Disparar uma validação
Execuções Acompanhar a que está rodando e ver as rodadas anteriores
Resultados Ler o veredito de uma versão, com defeitos e evidências
Histórico Comparar versões ao longo do tempo
Catálogo de testes Consultar os casos que existem

No canto superior direito aparecem, sempre, quantos ambientes estão configurados, quantos casos existem no catálogo e quantos já são automatizados.

4. Executar uma validação

Aba Executar, com os cinco passos numerados

A tela é numerada. Percorra de cima para baixo.

1 · O que testar

Escolha o produto: Balcão Comercial, Baixa, Hidrometria ou Usuários. Cada cartão mostra quantos casos existem e quantos estão automatizados — produto marcado como sem automação ainda não tem caso que rode sozinho.

2 · Onde rodar

Lista só os ambientes configurados. Oferecer um ambiente que não está configurado seria armadilha: ele falharia por falta de configuração, e não por defeito do produto.

3 · Quem entra

Usuário e senha do ambiente. A senha é digitada a cada execução e nunca é gravada — ela vive só na memória do servidor enquanto os testes rodam.

4 · Qual versão está publicada

Clique em Detectar no ambiente. A versão não é digitada: o próprio sistema é consultado com a credencial informada.

Isso é deliberado. A versão muda várias vezes ao dia, e já aconteceu de subir no meio de uma execução — detectar evita atribuir a uma versão um resultado que é de outra.

5 · O que rodar

Quatro opções prontas: Tudo, Só o que falhou, Só bloqueados e Um caso....

Parte de baixo da aba Executar: escopo, repetição automática e as seções recolhidas

Vem marcada a opção "Repetir automaticamente o caso que falhar por instabilidade do ambiente". Ela só vale para causa de ambiente — servidor reciclando, navegador que morre. Defeito do produto nunca é repetido, para não maquiar o resultado.

As duas seções recolhidas no fim — Restringir mais e Preparação da base — não são necessárias no dia a dia. A primeira filtra por demanda, módulo, tipo ou tag; a segunda controla o preparo da base antes dos testes.

5. Acompanhar a execução

Aba Execuções, com o log ao vivo e a lista de rodadas anteriores

No alto fica o log ao vivo da execução em andamento, com os botões Avisar quando terminar (notificação do sistema operacional) e Cancelar execução. O título da aba do navegador também mostra o progresso, no formato "(41/63) CEBI Tester" — funciona mesmo sem permissão de notificação.

Abaixo, as rodadas já realizadas: versão, quantos Masters, quantos casos, tempo de máquina, veredito e um botão de Relatório por rodada.

Uma execução por Master de cada vez. Dois testes na mesma base disputariam a mesma massa — o mesmo carnê, a mesma conta. Masters diferentes podem rodar ao mesmo tempo.

6. Ler o resultado

Aba Resultados, com o veredito da versão e a cobertura do catálogo

Escolha Sistema, Ambiente e Versão. O ambiente filtra de onde veio a evidência, mas o veredito é da versão, não do cliente.

O bloco colorido traz o veredito — liberada, liberada com ressalvas ou não recomendada — e, logo abaixo, o que impede liberar: quantos casos reprovaram em severidade Crítica/Alta, quantos ficaram sem causa identificada e quantos módulos não tiveram nada medido.

A cobertura do catálogo mostra quanto do que existe foi efetivamente exercido naquela rodada. Cobertura baixa não é defeito do produto — é aviso de que a versão foi pouco medida.

Blocos do resultado: defeitos, bloqueados, não se aplicam e o botão Relatório

Os blocos abrem um a um:

  • Pesa na decisão — o que efetivamente mudou o veredito.
  • Por módulo — onde houve medição e onde não houve.
  • De onde veio a evidência — em quais Masters os casos rodaram.
  • Defeitos — agrupados por severidade, cada um com as evidências (prints e dados) e o botão de copiar para abrir o chamado.
  • Bloqueados — agrupados por de quem depende: ambiente, base ou harness. Bloqueado não é defeito do produto; é caso que não pôde ser medido.
  • Não se aplicam a este cliente — com a condição medida que os torna inaplicáveis. Não contam contra a cobertura.
  • Preparação do ambiente — como a base foi preparada antes dos testes.

O botão Relatório abre o documento completo da versão, com quatro escopos de impressão, do resumo executivo ao dossiê com evidências.

7. Histórico

Aba Histórico

Defeitos por versão, funcionalidades que mais reincidem e o que foi retirado. É aqui que se vê se um problema é novo ou se já vem se repetindo há versões — informação que muda a conversa com o desenvolvimento.

8. Catálogo de testes

Aba Catálogo de testes, com os casos do Balcão carregados

A biblioteca permanente: todos os casos, com filtro por módulo, por automatizado ou não, e busca por ID, título ou tag. Escolha primeiro o sistema — carregar os três de uma vez misturaria o que não se compara.

9. Cinco regras que evitam erro

  1. A base é de homologação, mas é real. A execução grava: cria, baixa, estorna. É por isso que a tela avisa antes de disparar.
  2. Envio para fora é bloqueado. E-mail e SMS só saem para destino autorizado do time — o contato cadastrado na ligação costuma ser de cliente de verdade.
  3. A senha nunca fica gravada. Digitada a cada execução, mantida só em memória.
  4. A versão é detectada, não digitada. E vale conferir de novo ao final de uma execução longa.
  5. Bloqueado não é reprovado. Reprovado é defeito do produto; bloqueado é caso que não pôde ser medido, e o resultado já diz de quem depende destravar.

10. Quando algo dá errado

O que você vê O que provavelmente é O que fazer
Muitos casos bloqueados por ambiente O servidor do cliente está fora ou lento Conferir o ambiente e repetir depois
Bloqueados por base Falta massa, parâmetro ou permissão Está escrito no próprio bloco qual é a falta
Bloqueados por harness A ferramenta não soube medir Registrar: é correção nossa, não do produto
Causa não identificada Não se sabe se é produto ou ferramenta Não vira defeito sem análise — é o que o relatório sinaliza
O botão de executar está desabilitado Já existe execução em andamento Use o link de acompanhar, na aba Execuções